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III Semana da Licenciatura de História do IFG História, Educação e Diversidade: Novas vozes, novas didáticas, novos objetos.

Atualizado em 26/11/14 16:06.

  15 A 18 DE OUTUBRO DE 2013 

SEGUE O LINK DO EVENTO: 

http://www.goiania.ifg.edu.br/3semanahistoria/index.php/apresentacao

 

 15 A 18 DE OUTUBRO DE 2013

 

SEGUE O LINK DO EVENTO: 

http://www.goiania.ifg.edu.br/3semanahistoria/index.php/apresentacao

 

 

 Apresentação

A III Semana da Licenciatura em História do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia possui como tema as relações entre ensino da história e diversidade cultural e sexual.

Atualmente, tanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) quanto a Constituição Federal de 1988, determinam que o ensino da História do Brasil leve “em conta as contribuições das diferentes etnias para a formação do povo brasileiro, especialmente das matrizes indígena, africana e europeia” (art. 26, § 4º). Professores pesquisadores do ensino da história e da educação tecnológica, bem como os discentes da presente licenciatura são assim instigados a indagar: de que maneira proceder essa mudança de eixo? Como escrever uma história cujo sentido não represente o discurso teleológico segundo o qual há um único significado para a experiência e somente um caminho para o futuro? O desafio da diversidade nos leva a buscar outro paradigma epistemológico a partir do qual se possa trabalhar a história como abertura para as diferenças.

Diante desta realidade é possível questionar: como realizar este diálogo em sala de aula? Os eixos temáticos tradicionais têm sua estrutura contestada por esse novo objetivo da educação histórica: o de incluir o pensamento e a expressão de grupos étnicos, culturais e sociais que antes eram compreendidos como “incultos” e/ou “incivilizados”. Segundo essa compreensão tradicional, o afrodescendente, os povos da floresta em sua diversidade étnica, e também aqueles que foram marginalizados em relação ao projeto educacional: o homem e mulher do campo e os trabalhadores urbanos, eram vistos como aqueles que deviam ser assimilados por um modelo civilizacional. Cabia à educação histórica o papel de integrá-los ao projeto de nação, definido pela hegemonia do conceito europeu de História. Doravante, esses antes injustamente excluídos do processo de construção da sociedade e de seus valores têm agora o reconhecimento do direito inalienável de expressar seus saberes e identidades, de propor narrativas plurais de um Brasil também múltiplo. Nós, estudantes de história, professores do ensino básico e tecnológico ficamos incumbidos de transformar essas intenções em prática, construindo abordagens em que haja espaço para as diversas histórias do Brasil.

Em relação à diversidade de gênero e sexual é preciso considerar também como em nossos recortes temáticos e nas mais corriqueiras abordagens são tratadas a posição homem/mulher, a expressão de gênero e sua historicidade, a relação social (muitas vezes como um condicionante dos tabus relativos à sexualidade). Se a história nos permite entender que a sexualidade foi analisada segundo os valores determinados de uma sociedade e cultura, como nossa didática e experiência em sala de aula poderá garantir o tratamento igualitário entre homens e mulheres de diferentes orientações sexuais?

A sala de aula, segundo o educador Tomaz Tadeu da Silva (1996, 2000), “é um lugar privilegiado para se promover a cultura de reconhecimento da pluralidade das identidades e dos comportamentos no que tange à diversidade.” Iniciamos a III Semana da Licenciatura indagando-nos como nos preparar para atuar nesse espaço. Como construir uma atuação didática e pedagógica responsável em relação ao direito à diversidade? Como produzir aprendizagem significativa no ensino de história? É pensando nessas questões que organizamos o presente evento.

Deste modo, o curso de Licenciatura em História do IFG convida à todos, professores e interessados no presente debate, para participarem de nossa programação.

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