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evento da regional da ANPUH 2015

Simpósios Temáticos aprovados para o XI Encontro Regional ANPUH - GO

Lista de Simpósios Temáticos aprovados para o XI Encontro Regional ANPUH - GO e as orientações para submissão de trabalhos.

Para enviar Comunicações: 

CRONOGRAMA:

As inscrições para comunicações ocorrem entre os dias 02 de fevereiro e 25 de fevereiro. As inscrições devem ser feitas no link abaixo: http://www.anais.ueg.br/index.php/anpuhgo/user/register onde deverá incluir em “cadastrar como” a opção “autor” e iniciar a “nova submissão”

Os coordenadores de Simpósio receberão, automaticamente pelo sistema, os trabalhos propostos e o avaliarão até o dia 05 de março.

A divulgação das comunicações aprovadas será feita no dia 07 de março no site do evento (http://www.anais.ueg.br/index.php/anpuhgo/index) e também no site da ANPUH – GO (https://anpuhgo.historia.ufg.br/ )

 

NORMAS

Os proponentes deverão escolher um dos "Simpósios Temáticos" do evento ou se inscrever em "sessão livre" (caso não haja Simpósio Temático relacionado ao tema da comunicação proposta).

A inscrição exige o envio de um resumo simples, contendo:  

TÍTULO: (e subtítulo, se for o caso): centralizado, em caixa alta, negritado.

RESUMO: deve ser formado por no mínimo 200 e no máximo 300 palavras, as quais devem ser suficientes para caracterizar o tema/assunto, o objetivo, o problema investigativo, os referenciais teórico-metodológicos e os resultados.

PALAVRAS-CHAVE: no mínimo 3 e no máximo 5 palavras-chave, separadas por ponto.

 

OUTROS:

Caso o proponente deseje, poderá enviar, no mesmo arquivo do resumo simples, logo abaixo das palavras-chave, um resumo expandido (de 3 a 6 páginas) ou um 'texto completo', (de 10 a 20 páginas), contendo:

IDENTIFICAÇÂO: RESUMO EXPANDIDO OU COMPLETO

INTRODUÇÃO: deve conter a apresentação do problema investigativo, os objetivos do trabalho e a metodologia.

DISCUSSÃO E RESULTADOS: deve discutir e apresentar os resultados, parciais ou finais, do trabalho realizado, articulados à revisão bibliográfica e aos referenciais teóricos.

CONSIDERAÇÕES: finais ou parciais.

REFERÊNCIAS: As referências deverão estar de acordo com as normas ABNT-NBR 6023 de agosto de 2002.

 

 

 

Simpósios Temáticos aprovados:

 

 

Diálogos contemporâneos: História, fotografia e cinema.

Dra. Libertad Borges Bittencourt (UFG)

libertadborges@gmail.com

  Ms.  Rafael Gonçalves Borges (PUC-GO)

rafagb.jc@gmail.com

 

Resumo: Este simpósio temático no interior do evento História: por que, para quê e para quem? pretende, por meio do diálogo entre profícuos campos da história cultural, cada vez mais conexos, refletir sobre as distintas possibilidades dos inesgotáveis debates multidisciplinares. A proposta se coaduna aos objetivos do encontro uma vez que, em suas grandes linhas, examina como o campo historiográfico tem incorporado novos objetos e novos paradigmas, ampliando as temáticas das pesquisas na área. Em razão disso e sob os parâmetros propostos pelo evento, o ST propõe mapear os novos paradigmas que se fortalecem no cenário das ciências humanas e que têm ampliado esse entrecruzamento de temas, rompendo as fronteiras entre diversas áreas, o que a proposta do encontro sugere em suas grandes linhas. Nesse sentido, fotografia e cinema são campos que tem atraído cada vez mais reflexões sistemáticas dos historiadores, em um esforço de verticalização na análise de objetos e problemáticas contemporâneas. A história cultural tem sinalizado a ampliação da noção de documento, com a inclusão de um extenso rol de fontes passíveis de leitura por parte do historiador. Em face disso, a imagem fotográfica quando apreendida como documento pode assinalar aspectos da vida material e social em um determinado tempo e espaço, com possibilidades menos afeitas à convencional descrição textual. Nesse passo, o cinema também tem sido cada vez mais considerado como um testemunho privilegiado, uma vez que o historiador pode usar sequências ou imagens destacadas, compondo séries e conjuntos por meio de recortes temáticos em seu caráter narrativo, em perspectiva textual, ampliando uma decodificação fundamentada nas convenções historiográficas. São essas reflexões que perpassam a proposta desse simpósio, que se propõe a receber trabalhos que reflitam sobre os pressupostos teórico-metodológicos dos dois campos, bem como a utilização da fotografia e do cinema em trabalhos acadêmicos e como ferramenta de trabalho no cotidiano das matrizes curriculares em sala de aula.

Palavras chave: História – fotografia – cinema

 

Referências:

 

ARAÚJO, Inês Lacerda. Do signo ao discurso – Introdução à filosofia da linguagem. SP: Parábola Editorial, 2004.

BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2010.

BARBOSA, Carlos Alberto Sampaio. A fotografia a serviço de Clio – Uma interpretação da história visual da Revolução Mexicana (1900-1940). SP: Ed. UNESP, 2006.

FELDMAN Bianco Bela, LEITE, Míriam L. Moreira (orgs). Desafios da Imagem – Fotografia, iconografia e vídeo nas ciências sociais, Campinas, SP: Papirus, 1998.

BENJAMIN, Walter. Passagens. Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2006.

BENJAMIN, Walter. O anjo da história. Lisboa: Assírio e Alvim, 2008.

BENJAMIN, Walter. “A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica”. In: _____ (et al.). Benjamin e a obra de arte: técnica, imagem e percepção. Rio de Janeiro: Contraponto, 2012.

BENJAMIN, Walter. “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica”. In: _____.  Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura.  São Paulo: Brasiliense, 2012.

CHARTIER, Roger. A história cultural: entre práticas e representações. 2ª edição. Lisboa: DIFEL,1998

FERRO, Marc. Cinema e história. 2ª edição. São Paulo: Paz e Terra, 2010.

LOY, R. Philip. Western’s in a changing America (1955-2000). Jefferson (NC): McFarland & Company, 2004. 

MATTOS, A. C. Gomes. Publique-se a lenda: a história do western. Rio de Janeiro: Rocco, 2004.

SHOHAT Ella; STAM, Robert. Crítica da imagem eurocêntrica. São Paulo: Cosac Naify, 2006.

SKLAR, Robert. História social do cinema americano. São Paulo: Cultrix, 1975.

SONTAG, Susan. Sobre fotografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

STAM, Robert. Da teoria literária à cultura de massa. São Paulo: Ática, 2000.

STAM, Robert. Introdução à teoria do cinema. Campinas, SP: Papirus, 2011.

 

 

História, Literatura, Cinema e Gênero

Dra. Alcilene Cavalcante

alcilenecavalcante@gmail.com

Dra. Maria Rosa Cavalcante

mariarosacavalcante@gmail.com

A história cultural e os estudos de gênero no Brasil constituíram-se, nas últimas décadas, como locus de análises de objetos que compreendem o simbólico e as representações, em diferentes tempos e espaços. Empreendem, dessa maneira, o diálogo interdisciplinar, ao se debruçarem sobre artefatos culturais e práticas sociais. A categoria de análise gênero já é considerada transversal em estudos de diferentes disciplinas, havendo, de outro lado, estudos que problematizam certo viés restritivo do conceito, o que desvela um profícuo e instigante debate acadêmico. É, portanto, uma categoria fértil de ideias, problemas e problematizações.

Tais tendências de estudo,vinculadas à proposta deste Encontro Regional da ANPUH, colocam em evidência o ofício do/da historiador/a, seja por meio da ampliação das fontes, seja do diálogo com outras disciplinas, seja ao enfrentar certa forma de se escrever a História, que, ao longo de décadas, tratou o sujeito masculino como sendo uma categoria universal, invisibilizando, por conseguinte, as mulheres na História, ou, ainda, se concentrando em análises macro-estruturais, cuja escala não permitia lançar luz sobre as sexualidades ou as identidades, por exemplo.

Este simpósio temático convida, pois, aos acadêmicos da história e de áreas afins a debaterem temáticas sobre: história, literatura, cinema através das perspectivas de gênero e da cultura, sem perder, evidentemente, o foco do Encontro. Abertas a linhas teóricas, períodos e espaços especificos, propomos, neste evento, agregar estudos que tomem artefatos culturais e práticas sociais, como objetos ou como fontes de análises, e abordem questões de gênero, sexualidades, corpos, sujeitos, atos, fatos e identidades, articulados – como não poderia deixar de ser – à questão-problema do Encontro: “História: por que, para quê e para quem?”

Bibliografia

ALBUQUERQUE JR, Durval. História: a arte de inventar o passado. Ensaios de teoria da História. Bauru
, Edusc, 2007.

LOPEZ, Antonio Herculano; VELLOSO, Mônica Pimenta; PESAVENTO, Sandra J.  (orgs.). História e Linguagens: Texto, imagem, oralidade e representações, Rio de Janeiro, Edições Casa de Rui Barbosa/7Letras, 2006.

SOIHET, Rachel; PEDRO, Joana Maria. A emergência da pesquisa da História das Mulheres e das relações de gênero. In: Revista Brasileira de História– Órgão Oficial da Associação Nacional de História. São Paulo, ANPUH, vol. 27, nº 54, jul.-dez., pp. 281-302, 2007.

SOIHET, Rachel. Introdução. In: ____; ABREU, Martha Campos. Ensino de História: conceitos, temáticas e metodologia. 2ª. ed. Rio de Janeiro: Casa da Palavra Produção Editorial, 2009.

 

História, Literatura e Pós-Colonialismo: outras vozes pela descolonização da mente

Cleiton Ricardo das Neves (PUC - GO)

leitonintellectus@yahoo.com.br

Amélia Cardoso de Almeida (PUC - GO)

amelya_500@yahoo.com.br

Resumo: “A história, evidentemente, escrita, aliás, por ocidentais e para ocidentais, poderá ocasionalmente valorizar certos períodos do passado africano”? (FANON, 2010, p.253). A construção do saber histórico é tradicionalmente feita pelos grandes centros imperiais, os europeus, considerados como o grande centro irradiador de ideias. Desta forma quase sempre os conhecimentos históricos construídos fora deste “centro”, são considerados “periféricos”. Nesse sentido, ainda que a História pensada fora destes centros hegemônicos do saber faça uso das mesmas categorias/teorias elaboradas por estes centros, ela carece de uma tutela ocidental-européia para que se possa afirmar como viável em espaços geo-históricos do chamado mundo subdesenvolvido, como bem  demonstrou  na citação acima o intelectual martinicano Frantz Fanon, quando este pensava a realidade africana. Este panorama evidencia que a produção historiográfica nos países pós-coloniais, em certa medida, está submetida a uma lógica de colonização da mente e do saber.  Dessa forma, este simpósio temático “História, Literatura e Pós-colonialismo: outras vozes pela descolonização da mente” se propõe reunir trabalhos de história e áreas afins com o objetivo de debater a intrínseca relação entre a História e a Literatura. Pensar a relação entre História e Literatura é possibilitar encontrar na literatura outras vozes para se pensar o conhecimento histórico de forma rica e autônoma. As novas e frutíferas vozes que se erguem do encontro da História e da Literatura tem sido percebidas de forma sóbria e contestadora a partir da utilização dos Estudos Pós-coloniais e também decoloniai. Tais estudos fazem um processo de releitura e ressignificação da epistemologia ocidental europeia, a partir do georeferenciamento dos marginalizados e excluídos. Por fim, este simpósio visa permitir um lócus de irrupção de outras vozes subalternizadas outrora silenciadas. Nos utilizando da metáfora “História e Literatura, masculino e feminino”, do historiador brasileiro Durval Muniz de Albuquerque Júnior, a História como masculino emana poder, porém a literatura como feminino, percebe as brechas deste poder e o subverte para poder se manifestar.

Palavras-chave: História, Literatura, Pós-colonialismo, Descolonização da mente.

 

História, didática da história e narrativas audiovisuais

Dr. Roberto Abdala Junior (UFG)

abdalajr@gmail.com

Resumo: O presente simpósio pretende abrigar trabalhos cujos temas estabeleçam diálogos entre História (entendida como a ciência que estuda o passado) e narrativas audiovisuais (concebidas como quaisquer narrativas que empreguem a linguagem audiovisual) tomando a Didática da história como orientadora da análise. O simpósio visa a reunir pesquisadores que realizem reflexões sobre narrativas audiovisuais que contemplem aspectos das experiências acumuladas socialmente como mote da investigação.  Nossa intenção é privilegiar trabalhos que explorem a interface/fronteira história/memória, empregando como viés analítico um quadro teórico fornecido, de um lado pela Didática da história, conforme concebida por Rüsen (Bergmann; Cardoso; Cerri; Saddi) e, de outro, por autores que tomam as narrativas audiovisuais segundo suas características “interacionistas”, como Williams, Stam (Bakhtin; Wertsch).

 

 

O profissional de História e suas escolhas teóricas e metodológicas: a pesquisa em História Cultural.

 

Dr. Marcos Antonio de Menezes (UFG)

pitymenezes.ufg@gmail.com

Dtdo. João Bosco Ferreira Brandão (UFU)

 

Resumo:Este Simpósio Temático receberá propostas de pesquisadores que trabalhem utilizando métodos da História Cultural. Queremos reunir trabalhos das mais diferentes correntes da Nova História Cultural, principalmente as que trabalham com conceitos tais quais: “práticas”, “representações”, “ideologia”, “imaginário”. Estas noções têm sido bastante úteis aos historiadores culturais. Desde os anos de 1930 que a interdisciplinaridade vem sendo experimentada pelos historiadores e trabalhos que cruzam História e Espaço Urbano, História e Ates, História e Música vem alargando o campo para além da Antropologia e uma multiplicidade de pesquisas estão sendo realizadas nos Cursos e Programas de Pós-graduação em História. Este ST abre espaço para receber, nesta edição da ANPUH/GO, uma parcela destes trabalhos e seus pesquisadores. 

 

História, História da Educação e Ensino de história: articulando objetos e fontes

Dra. Miriam Bianca Amaral Ribeiro (UFG)

mbiancaribeiro@yahoo.com.br

Dra. Cristina Helou Gomide(UFG)

Dra. Amone Inácia Alves(UFG)

Resumo: Esse simpósio temático pretende contribuir para a articulação das discussões entre campos de pesquisa e de intervenção social/pedagógica do historiador que tratem dos temas da educação, seja pelo viés de sua história, amplamente tratada, seja pelo viés de suas relações com a aprendizagem/produção do conhecimento através da disciplina, dentro e fora das salas de aula. Consideramos que essas articulações ampliam a compreensão dos objetos específicos tratados tanto pelo ensino de história quanto pela história da educação, como suportes recíprocos para a reflexão e não como objetos em disputa. O campo da história da educação está consolidado no Brasil, com entidades, publicações regulares e eventos específicos, assim como o campo do ensino de história. No entanto, as imensas possibilidades de articulação de objeto e fontes ou de debates teórico-metodológicos sobre o processo educativo e o significado do conhecimento histórico na formação do sujeito precisam ser colocadas na ordem do dia da produção do professor historiador. Esse simpósio temático pretende acolher trabalhos de pesquisa e experiências pedagógicas que discutam a teoria e prática didática da história como disciplina e como objeto de investigação. Uma experiência pedagógica teoricamente fundamentada, a produção de textos para fins didáticos, o exercício de problematização das mais diversas fontes, a história das instituições escolares e seu entorno, a história do ensino de história, os debates curriculares e programáticos, entre outras tantas possibilidades, cabem neste espaço de debate. A escola é o espaço privilegiado para a busca de fontes e objetos para a história da educação e para o ensino de história, mas consideramos que não se limita a ela. Os movimentos sociais, o espaço urbano, o cotidiano das relações culturais e sociais, de gênero, de etnia também produzem processos educativos, ensinam história e compõem a história da educação. Nesse sentido, esse simpósio não pressupõe um alinhamento teórico. Ao contrário, espera acolher a diversidade própria da produção do conhecimento e os mais diferentes espaços de atuação acadêmica e profissional do professor historiador ou de áreas afins (a fim do debate e da produção coletiva), envolvidas direta ou indiretamente com a educação e a história.

 

História e Justiça de Transição: caminhos para Verdade e Justiça

Dtdo. Eric de Sales (UnB)

malkerik@yahoo.com.br

Resumo: O presente simpósio temático visa reunir pesquisadores que tem como objeto as ditaduras do Cone Sul, em especial a ditadura civil-militar brasileira, de modo a incentivar o debate sobre as ditaduras e sobre o conceito de Justiça de Transição, assim como as bases para esse conceito, qual sejam, memória, justiça, reparação e reformas institucionais. Visa-se abordar, dentro da temática escolhida, estudos ligados a pesquisas: em arquivos repressivos e fontes históricas; com produções historiográficas, audiovisuais, artísticas e literárias; sobre a cooperação repressiva entre as ditaduras do Cone Sul; referentes à memória e testemunho; sobre leis de anistia; que debatem políticas de memória, de esquecimento e de reparação; com foco no ensino sobre as ditaduras em sala de aula. O simpósio com temática ligada aos estudos sobre as ditaduras se justifica por constituir um campo de estudos recente e com ampla abordagem teórico-metodológica, devido a sua característica inter/multidisciplinar, possibilitando o diálogo de pesquisadores e pesquisadoras e o estabelecimento de conexões explicativas entre as pesquisas.

 

História, Poder e Ação Social

Dr. David Maciel (UFG)

macieldavid@ig.com.br

Dr. Cláudio Lopes Maia (UFG)

Resumo: O Simpósio temático História, poder e ação social pretende ser um ponto de encontro de pesquisas e trajetórias no campo de uma elaboração importante da historiográfica. Propõe-se congregar historiadores dentro do tema e experimentar ao limite as formulações e as experiências diversificadas no enfrentamento com as fontes, a bibliografia e a narrativa. Pretendemos reunir as diversas experiências de pesquisa que envolve os múltiplos aspectos do poder e ação social, com vistas a constituição não só de um espaço de debate, mas de formulação sobre o referido tema. A renovação no campo da História foi acompanhada também pela diversificação no interesse pelas ações sociais, para além dos movimentos com caráter de produção de hegemonia, intensificaram nos últimos anos as análises de suas ações cotidianas de resistência, marcadas por grupos sociais com características específicas, como movimentos de posseiros, índios, étnicos e outros com objetivos pontuais, como os voltados a garantia do acesso a terra, a moradia, a saúde, direitos humanos, etc. A busca por objetivos específicos e mesmo a constituição de uma unidade social a partir da ação, trouxe para o debate do político o elemento da tensão. As várias dinâmicas dos movimentos sociais passam a ser vistas como um determinado golpe político, que gera por confronto um contragolpe que limita o campo de ação dos grupos em disputa, que torna desta forma o espaço privilegiado da análise histórica. A ação social passa a ter não só uma confrontação objetivada, mas a ser também espaço de construção de identidades forjadas na arena social e nas relações de confronto. A constituição do campo da ação, com capacidade de forjar grupos que tem em reivindicações políticas específicas o cimento de sua unidade, torna o político espaço para compreender o fundamento do vínculo social. As pesquisas que se juntam nesta perspectiva não são recortadas pelas definições de político e de ação social, mas sim pela compreensão de que o político e a ação social formam um todo em que um se torna fundamental para a compreensão do outro. Não há nesta formulação qualquer hierarquia definida a priori seja de movimentos ou mesmo de objetivos, não importa se a ação social se constitui a partir de objetivos hegemônicos ou de reivindicações pontuais, se a disputa é entre grupos ou de classe, importa a discussão da constituição da experiência social e sua interface no político. Este espaço de debate deve ser também da troca de experiências no campo das fontes, da bibliografia e das várias possibilidades de formulação teórica sobre o tema. Para os objetivos de reflexão, reuniremos trabalhos centrados no debate sobre o poder no Brasil e no mundo, os movimentos sociais urbanos e rurais, as várias práticas cotidianas da ação social. São referenciais desta abordagem sobre o político, a ação social e o poder: Gramsci, Thompson, Hobsbawm, Willians, dentre inúmeros outros.

 

História e Historiografia da Saúde e das Doenças

 

Dra. Leicy Francisca da Silva (UEG)

leicyf@hotmail. com

Dra. Roseli Tristão Maciel (UEG)

roselitristao@yahoo.com.br

Dra. Sônia Maria de Magalhães (UFG)

soniademagalhaes@yahoo.com.br

Resumo:A temática saúde e doença se constitui em importante objeto de estudo atualmente na história e entre os historiadores pois conjectura humanizar um campo de estudo em que o foco é notadamente a doença em detrimento do homem. A doença enquanto fator biológico se constitui a partir de um conjunto de elementos abstratos. São as informações de ordem sociocultural que definem diretamente como as sociedades constituem as enfermidades enquanto um objeto histórico. É com a ampliação do quadro de temáticas históricas decorrentes das transformações propostas pela Escola dos Analles na década de 1970, que corpo, saúde, doenças, epidemias, instituições, dentro outros objetos, passam a fazer parte do conjunto referente aos temas de interesse da história. Tal processo de produção histórica tem se expandido, o que permite atualmente aos historiadores uma revisão das leituras anteriormente propostas. É diante dessa conclusão que se faz necessário repensar como os grupos sociais estabeleceram discursos, normas, representações e formas díspares de perceber o corpo, a saúde e o adoecer. Acrescenta-se a importância de se observar a constituição de instituições de assistência médica (laicas e religiosas), políticas de saúde, estabelecimento de modelos e ações de profilaxia de endemias e epidemias, bem como a construção da memória e dos arquivos. Diante do exposto, pretende-se, por meio desse Simpósio Temático, agregar os pesquisadores interessados em propor discussões acerca dos processos de construção histórica da saúde e das doenças, bem como das leituras de revisão da historiografia relativa ao tema. 

 

Narrativas, Imaginário e Poder: A Escrita da História na Idade Média.

Dtdo. Dirceu Marchini Neto (UnB/UFG)

dirceu_marchini@yahoo.com.br

Dr. Guilherme Queiroz de Souza (UEG) 

guilhermehistoria@yahoo.com.br

Renata Cristina  Nascimento (UEG/UFG/PUC-GO)

renatacristinanasc@gmail.com

Resumo:Este Simpósio Temático pretende focalizar as múltiplas relações político-sociais e o imaginário na Idade Média. Trata-se de uma proposta ampla, que busca englobar os diversos recortes temporais e espaciais do Medievo, numa perspectiva “interdisciplinar” (História, Literatura, Artes, Direito, etc.). Como perspectiva importante de análise, evidencia-se o imaginário medieval, construído frequentemente por narrativas mitológicas que destacavam o domínio do maravilhoso (mirabilia). Dessa forma, nossa proposta contempla um vasto corpus documental (fontes literárias, iconográficas, jurídicas, etc.), cujas problemáticas devem ser compreendidas à luz dos recentes debates historiográficos e reflexões teórico-metodológicas. Pretende-se também incluir, neste simpósio, propostas relacionadas ao ensino de História Medieval e suas relações com a cultura cinematográfica.

 

Palavras-chave: Idade Média; Narrativa; Política; Imaginário.

 

Saberes, Escritas e Idéias de (na) História

Dr. Cristiano Alencar Arrais (UFG)

cpaarrais@gmail.com

Dr. Ulisses do Vale (UFG)

 

 

Resumo: O Simpósio Temático objetiva reunir pesquisadores voltados para o tema da constituição do saber histórico, bem como sua dimensão pragmática – a construção da identidade, a definição dos critérios de sentido e significação cultural, os usos do passado e da memória etc.Em outras palavras, interessa-se em discutir os processos de produção, formas de apresentação e funções do conhecimento histórico, bem como a história da historiografia. A história escrita é outra de suas frentes privilegiadas, enfatizando tanto em relação ao seu potencial reconstrutivo quanto ao seu caráter comunicativo e estético. A emergência e o estatuto dos novos objetos de análise e de abordagem da experiência histórica é outro foco de interesse.

Palavras-chave: teoria da história, historiografia, didática da história.

 

História da Educação Brasileira: pesquisas, fontes e produções

Professora Dra. Diane Valdez (PPGE-FE-UFG)

divaldez@ufg.br

Alessandra de Oliveira Santos (PPGE-FE-UFG)

alesantosdp@yahoo.com.br

Tatiana Sasse Fabiano Ribeiro (PPGE-FE-UFG)

tsasse@hotmail.com

 

Resumo: O simpósio proposto tem por objetivo reunir pesquisadores, da graduação e da pós-graduação, que tenham trabalhos na área de história da educação brasileira em diferentes modalidades de ensino e períodos históricos. Visa ainda, além de divulgar fontes históricas que podem proporcionar pesquisas na área, socializar produções concluídas que abordam temas educacionais no Brasil, destacando a região de Goiás.

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